Noticias de Ribeirão Preto 03/06/2007

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Operação da PF desmonta quadrilha

Agência Estado

A Polícia Federal desencadeou na última quinta-feira em Ribeirão Preto e em outras cidades dos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, a Operação Guarany, cumprindo mandados de prisões de pessoas envolvidas com o tráfico internacional de drogas.

Segundo o delegado da PF Rafael Franca, de Porto Alegre, que atuou em Ribeirão na operação, pelo menos dez pessoas teriam sido presas. Em fevereiro, uma carga de 50 quilos de cocaína foi apreendida em Ribeirão Preto e deu origem à investigação. Um advogado, que teria defendido criminosos, também foi detido, pois teria se associado aos bandidos.

Até 200 quilos de pasta de cocaína mensais eram distribuídos a partir de Ribeirão Preto, que está localizada num ponto estratégico, inclusive para transporte ao Rio de Janeiro. O transporte via terrestre seria o modo mais fácil de evitar prejuízos consideráveis em casos de apreensões, pois se uma apreensão de carga pequena ocorre, outra chega ao seu destino e à distribuição aos usuários.

Do rio e do Aqüífero

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, torna-se indispensável fazer o balanço de quanto já conseguimos avançar.
Ribeirão Preto, a maior cidade brasileira totalmente abastecida pelas águas do Aqüífero Guarani, convive com esse privilégio extraordinário com uma naturalidade desconcertante.

á temos, felizmente, uma data para que o pesadelo da poluição por esgoto seja só passado. Seria em torno de 2010, se tudo correr bem nos trâmites burocráticos da administração do problema. Três anos, portanto, para eliminar um fator de risco e de desagrado para todos os que respeitam a natureza e querem vê-la resguardada de agressões.
As cidades desmatadas - como Ribeirão Preto - têm ainda alguns nichos verdes, como mostramos nessa edição. E, em Batatais, personagens comoventes, como um padre que aos 94 anos, dedicou a vida ao estudo das abelhas. Coisas para se comemorar, na torcida por melhores e mais felizes dias do Meio Ambiente.

Vereadores de Ribeirão aderem a blogs e Orkut

Veridiana Ribeiro

foto: F.L.PITON / MATHEUS URENHA
Em tempos em que a Internet cria novos meios de comunicação e a legislação eleitoral aponta para tendências de restringir as campanhas de marketing político, vereadores de Ribeirão Preto criam sites pessoais, blogs e aderem ao Orkut, a mais popular rede de relacionamentos virtuais no Brasil. Dos 20 parlamentares da Casa, Alessandro Firmino (PSDB), Silvana ResendeJorge Parada (PT), Beto Cangussú (PT) já tem perfis no Orkut, alguns mais atualizados outros menos “gerenciados” por seus donos. Jorge Parada se enquadra nesse segundo grupo.
“Meu perfil no Orkut eu vejo pouco, na verdade. Eu acho que é preciso mais tempo para ver os recados que num site, num blog, acredito que eu deva ver os últimos recados e encerrar meu perfil”, declarou o vereador. No mesmo site de relacionamentos, um ex-assessor parlamentar do vereador criou uma comunidade, dedicada a discutir ações políticas do petista.
(PSDB),

Sem controle
Se o conteúdo disponibilizado em sites pessoais e blogs pode ser melhor controlado por seus criadores, não se pode dizer o mesmo do Orkut. O site é um espaço de livre expressão por excelência. Silvana Resende, por exemplo, tem além de sua página pessoal, outras duas comunidades, uma favorável à sua atuação e outra explicitamente contrária. “Eu Odeio a Silvana Resende” foi criada pelo petista Getúlio Gaeta da Silva, 23 anos. “Eu fiz a comunidade porque fala do PT, fala de todo mundo, mas não olha o próprio partido, que também erra”, disse. Entre os tópicos para discussão colocados na comunidade contra a vereadora, está o episódio da privatização da antiga Companhia Telefônica de Ribeirão Preto (Ceterp), ocorrida no governo de Luiz Roberto Jábali (PSDB). “Esse era um patrimônio muito importante do município e que foi vendido, em parte, com o apoio dela”, declarou Silva.
Ao ser informada sobre a comunidade criada para criticá-la, Silvana Resende demonstrou surpresa, mas logo disparou:
“Ser uma pessoa pública faz com que a gente tenha pessoas concordando conosco e não concordando. O que eu acho importante e procuro fazer é ter sempre uma posição política bem definida sobre as coisas”, afirmou. Por enquanto, a comunidade criada pelo crítico petista ainda não demonstra grande popularidade. Apenas três membros, contando com o próprio Getúlio Silva, aderiram a ela.

CORRIDA NA PROMOTORIA

Igor Ramos

foto: F.L.PITON
A utilização do kartódromo de Ribeirão Preto, Antônio de Castro Prado Júnior, para a realização de micaretas e rodeios virou objeto de investigação do Ministério Público local.
O Promotor da Cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira, abriu inquérito para apurar a legalidade da locação da pista de kart para eventos não esportivos, como os recentes Carnabeirão, Ribeirão Rodeo Music e a Virada Cultural, que segundo os kartistas têm danificado a pista e inviabilizado a prática do esporte por falta de datas para a execução de um calendário de provas.
“Foi aberto o inquérito na semana passada requisitando junto à Coderp as informações sobre o assunto, pois precisamos ouvir a outra parte antes de tomar qualquer atitude”, disse o promotor. O ofício será entregue nesta semana à Coderp (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto), empresa responsável pela administração do Parque Permanente de Exposições, onde está localizado o kartódromo.
“Todo bem público tem a sua destinação, determinada por lei. Em primeiro lugar precisamos saber qual é a daquele local. A Coderp tem 10 dias, a partir do recebimento do ofício, para responder aos questionamentos”, explicou.
A reclamação junto ao MP foi feita por um dos usuários do kartódromo, o empresário Francisco Aparecido Martins, que a exemplo de outros kartistas de Ribeirão, não tem conseguido utilizar a pista.
“Tenho dois filhos que correm de kart e infelizmente o kartódromo de Ribeirão existe para outros fins, menos para a prática do kart. A prova é que terei novamente que me dirigir a Bebedouro para que possamos andar, já que a pista daqui está sempre ocupada, ou então no estado de abandono que vemos”, disse Martins.
“O assunto parece que não tem solução e então decidi procurar o Ministério Público para que as coisas sejam melhor encaminhadas”, desabafou.
Segundo Rogério Lelis, presidente do Ribeirão Preto Motosport – empresa que organiza os eventos no kartódromo – a situação do local se tornou insustentável, por isto tem gerado mobilizações como a do empresário.
“Tem muito mais gente insatisfeita e que está se organizando. Infelizmente isto está acontecendo porque os usuários não têm recebido a devida atenção da Coderp. Estamos alertando sobre o problema há dois anos”, disse ele.

Ribeirão na maratona

Atletas amadores da cidade viajam neste final de semana para São Paulo para corridas de 5km, 10km e 42 km


GUILHERME TAVARES


Mais de 100 atletas de Ribeirão Preto vão participar da 13ª Maratona Internacional de São Paulo, realizada no próximo domingo, na Capital do Estado. Além do percurso da maratona, de 42 km, a prova também terá outras duas distâncias, de 5km e 10km. Todas as três serão disputadas nas modalidades masculina e feminina.

A clínica de condicionamento de saúde Corpore, espalhada em várias cidades do Estado, vai levar cerca de 400 atletas. Só da unidade de Ribeirão Preto são 116 atletas participantes, homens e mulheres divididos nas diferentes distâncias, sendo que três deles vão tentar o percurso de 42 km. "É um verdadeiro desafio para eles", diz o diretor da clínica, Adriano Pelegrino. O diretor da clínica diz que os alunos já vêm se preparando há algum tempo para a prova com exercícios específicos de musculação e trabalhos personalizados de acordo com a necessidade de cada aluno. Mas a maioria deles vão correr por diversão, testar seus limites e tentar alcançar objetivos pessoais.

Todos os anos, os alunos da clínica participam de pelo menos cinco provas e o objetivo principal desse trabalho é proporcionar um fim de semana diferente e saudável, além de promover a interação com outros alunos das unidades da empresa de outras cidades.

Caçambeiros ausentes

Fiscalização deve convocar empresas de caçambas para se integrarem ao programa de gestão de resíduos de construção

JOSÉ ANTONIO BONATO
Gazeta de Ribeirão

As empresas que fazem coleta de entulho em Ribeirão Preto vão ser convocadas pelo Departamento de Fiscalização Geral para que indiquem representantes para o Programa de Gestão de Resíduos Sólidos da Construção Civil. O motivo seria um suposto desinteresse dos caçambeiros nas discussões que vêm sendo feitas para a solução do problema da destinação irregular do entulho na cidade.

"Eles [OS CAÇAMBEIROS] não acreditam em nada, não comparecem às reuniões e não assumem sua responsabilidade social. Eles terão que indicar dois representantes, dois suplentes e cumprir o que foi pactuado com a sociedade", afirma José Batista Ferreira, diretor regional do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), que, junto com secretarias municipais, coordena o Programa de Gestão de Resíduos Sólidos.

Para o geólogo Maurício de Mello Figueiredo Junior, da Secretaria de Planejamento e Gestão Ambiental, as empresas de caçambas se beneficiam economicamente da atual falta de regras na gestão dos resíduos da construção civil. O geólogo considera fundamental os caçambeiros se integrarem ao programa de gestão dos entulhos.

Pardo está perto da água potável

Sidnei Quartier

Meio da tarde de um dia qualquer de 2010. Um ribeirão-pretano pesca no rio Pardo. Já fisgou uns quinze quilos de dourado, caranha, piapara e piau, chamados peixes nobres. A generosidade do rio o deixa feliz da vida e por isso agradece a Deus. Consulta o relógio, precisa ir embora antes que escureça mas está com sede. Então abaixa-se e, com a mão direita em concha, toma água do rio. Saciado, leva as tralhas e os peixes para o carro e segue para casa.
E tem mais: a água que o pescador bebeu, com um tratamento convencional, nada mais que isso, poderá ser utilizada para abastecer boa parte da zona norte de Ribeirão Preto. Isso pode significar o fim da escassez de água na cidade.
Ficção?
O que você acabou de ler não é um texto de ficção. É uma previsão feita por dois técnicos, um deles, especialista em rio Pardo: Carlos Eduardo Alencastre, secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo, entidade que envolve 23 cidades banhadas pelo rio; e Marco Antônio Sanches Artuzo, gerente da agência da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
E para que o número de peixes cresça e a água do Pardo se torne potável, não é necessário que se remova montanha ou gaste fortuna. Basta apenas vontade de limpar o rio. E o principal entrave chama-se Ribeirão Preto, disparado, o maior poluidor do Pardo, com a descarga diária de 12 toneladas de dejetos in natura.
Mas para quem despejava 30 toneladas diárias, as 12 atuais podem ser evitadas. O que precisa ser feito, urgente, é a implantação de mais interceptadores para evitar o lançamento de esgoto nos ribeirões que cortam a cidade. Os interceptadores levariam os dejetos até as estações de tratamento, no Anel Viário ou no Caiçara. Realizado esse trabalho em dois anos, tempo mais que suficiente, garantem os técnicos, Ribeirão tratará 94% de seu esgoto. O necessário para deixar o Pardo limpo em 2010. Mesmo porque, as cidades que compõem a bacia do Pardo, estão adiantadas no tratamento de esgoto. Cajuru, Santa Rosa de Viterbo e Serra Azul atingiram quase 100%. Vargem Grande do Sul, Casa Branca, Tambaú e Divinolândia já iniciaram o processo. Cravinhos iniciou a construção de sua estação. São José do Rio Pardo, uma das raras cidades onde o Pardo corta a área urbana, despeja três toneladas e meia/dia de dejetos. Bem menos que as 35 toneladas de antes. Um grande avanço.

USP quer extensão

Universidade planeja levar para a comunidade projeto que atende hoje alunos, funcionários e professores

DANIEL LUIZ BRITO
Especial para a Gazeta

O Programa de Extensão da USP-Ribeirão, atualmente alvo de críticas por parte da comunidade, de estudantes e profissionais envolvidos em atendimentos, planeja estender à população o projeto piloto que implantou um Centro Integrado de Atendimento, composto por representantes das diversas áreas. Há, por exemplo, estudantes e profissionais de psicologia, medicina e odontologia no mesmo prédio, com o propósito de agilizar a prestação de serviços.

Atualmente, este centro atende apenas a comunidade interna da universidade (funcionários, docentes e alunos).

"O campus da USP de Ribeirão tem seis unidades de ensino e pesquisa, uma extensão da ECA - Escola de Comunicação e Artes - de São Paulo, a Escola de Música, mais a Prefeitura do Campus Administrativo de Ribeirão Preto, e todas elas fazem atividades de Cultura e Extensão, seja na forma de cursos, atividades culturais, exposições, atendimento à população e eventuais prestações de serviços", afirma a professora Marilena Komesu, presidente do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão do Campus de Ribeirão Preto, representante do Campus no Conselho Municipal de Cultura e terceira suplente do Pró-Reitor de Cultura e Extensão da USP.

Cidade

Desmaio perigoso
Brincadeira com respiração, comum entre adolescentes até em Ribeirão, causa efeito alucinógeno e pode matar

LUCAS REIS
Gazeta de Ribeirão

Uma brincadeira perigosa está virando mania entre jovens e adolescentes de Ribeirão Preto. A "brincadeira do desmaio", que consiste em provocar momentos de euforia, alucinações e estágios parecidos com a pré-morte por meio de sufocamento e desmaios induzidos, é livremente divulgada pelo site de relacionamento Orkut e vídeos no YouTube.

Segundo relatos feitos por jovens ribeirãopretanos, o ritual é feito em escolas e reuniões de amigos. Em uma rápida volta pelo Centro da cidade, a reportagem da Gazeta conversou com vários estudantes, a maioria entre 13 e 20 anos, que contaram suas histórias envolvendo a brincadeira do desmaio. Nenhum deles quis se identificar. Todos os nomes são fictícios.

"Um amigo veio me ensinou a brincadeira e eu pedi para experimentar. Eu fiquei tonta, caí e bati a cabeça na parede. Não cheguei a desmaiar, mas fiquei muito assustada com aquilo", disse a estudante ribeirãopretana Priscila, de apenas 13 anos. Marcela, colega de sala da garota, também experimentou a brincadeira perigosa. "A última coisa que me lembro é da minha amiga empurrando meu peito. Eu apaguei e acordei no chão, com o coração disparado e fraca. Minha amiga estava me olhando e rindo", contou.


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